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sábado, 24 de julho de 2010

Tudo é possível ao que crê.

Marcos 9.14-29 Lc 18.8 – Certa vez, Jesus ensinava aos discípulos sobre orar sempre e nunca desistir. Ao terminar, Ele fez uma pergunta: “Contudo, quando vier o filho do homem, achará, porventura, fé na terra?”

Pergunte para um pai de família que perdeu o emprego e que, há muito tempo, não consegue encontrar trabalho. Ele mais uma vez retorna para casa, depois de andar por horas e horas, e sem qualquer boa notícia de emprego. No seu coração, ele vai tendo aqueles diálogos interiores: “Até quando, meu Deus? Será que eu vou ficar assim para sempre? Será que vale a pena continuar vivendo? Eu não acredito mais que eu vá conseguir”. Ele chega a casa e liga a televisão em busca de notícias melhores e só ouve sobre guerras, recessão, aumento do número de desempregados, demissão em massa, miséria em diversas partes do país etc. Dentro do seu coração, continuam os diálogos interiores: “Está vendo? A situação só piora. Nada vai mudar. Não adianta. Você deve é desistir de tudo mesmo”.

Então ele ouve a esposa dizendo que o casamento da irmã acabou. O marido foi embora e se juntou com outra, deixando-a sozinha com dois filhos pequenos. O marido, simplesmente, abandonou a família depois de tanto tempo. Então ele se levanta e vai para o quarto a fim de dormir. Ele deita na sua cama, cansado, e começa a ouvir a discussão dos vizinhos. Mais uma vez o marido chegou bêbado em casa e agrediu a esposa. Ela começa a gritar. Os meninos pequenos começam a chorar. Ele ouve barulhos de objetos quebrando. E no seu coração, continuam os diálogos: “Provavelmente, mais uma noite de tumulto. Eu não vou conseguir dormir. Que vida difícil. Eu não vou agüentar. Nada vai melhorar na minha vida. Tudo está ficando cada vez pior. Em que eu vou acreditar?”.

É muito claro e terrível perceber de que maneiras o inimigo trabalha na sociedade. Como ele tem conseguido disseminar as suas idéias de destruição e pessimismo. É impressionante como as notícias da mídia e do dia-a-dia trabalham para destruir a fé no coração das pessoas. São apenas notícias de desgraça, de miséria, de corrupção, de doenças, de epidemias, de fome, de impunidade, de derrota. Sutilmente, essas notícias vão manipulando a mente das pessoas e roubam o ânimo dos corações. As pessoas pensam então, que essa sucessão de acontecimentos apenas segue a ordem natural das coisas. Elas vão perdendo a esperança e acham que nenhuma mudança é possível. O lema dessas pessoas acaba se tornando a lei de Murphy que diz: “Se alguma coisa pode dar errado, ela dará”.

Essa, sem dúvida, é uma estratégia diabólica. O diabo deseja destruir a fé em nossos corações e nos deixar desanimados. É ele quem quer roubar de dentro de nós a esperança. É ele quem quer nos fazer imaginar que não precisamos confiar em Deus para viver. É ele quem quer nos fazer olhar apenas para as circunstâncias. É ele quem sopra nos nossos ouvidos palavras de dúvida e de incredulidade. É ele quem nos encoraja a criticar e murmurar ao invés de louvarmos ao Senhor por todas as coisas. É ele quem tenta destruir a fé de nossos corações. E nós precisamos dizer basta!

Leia no livro de Marcos, capítulo nove, versículos 14 a 29. O contexto maior dessa passagem são a incredulidade e dúvidas. É de falta de fé e de incompreensão. As pessoas não criam, e por isso, não conseguiam compreender as coisas que Deus estava realizando.

No início do capítulo nove, a Bíblia fala sobre a transfiguração de Jesus, e é possível identificar que os discípulos Pedro, Tiago e João, não entenderam muito bem o que estava acontecendo. Tanto que no versículo cinco, Pedro dá uma sugestão absurda a Jesus, exatamente porque ele não estava entendendo nada. Ele não sabia o que dizer diante daquela manifestação tão gloriosa da presença de Deus. Logo em seguida, Jesus fala de João Batista, mostrando que ele era Elias, aquele que as Escrituras Sagradas afirmavam vir para preparar o caminho. Mas, as pessoas também não conseguiram enxergar isso. Elas estavam cegadas. Elas não compreendiam nem mesmo as Escrituras. Nos tempos de Jesus, também havia essa nuvem de incredulidade. As pessoas não tinham fé. Elas não criam que as coisas poderiam ser diferentes. Elas eram cheias de dúvidas. Elas não conseguiam compreender muitas coisas. A visão delas era muito limitada.

Esse é um dos retratos da sociedade dos dias de hoje. Caos para todo lado, recessão, miséria, desigualdade social, famílias destruídas, casamentos falidos, rumores de guerra, corrupção etc. Esse, da mesma maneira, era o clima nos tempos de Jesus.

Voltando aos versículos 14 a 29, vemos a história de um jovem que, desde a infância, estava possesso de um espírito mudo. Por diversas vezes, quase havia morrido. No testemunho do pai, ora o demônio o lançava na água, ora no fogo, para matá-lo. Uma vida sofrida tanto para o menino quanto para os pais. O menino não podia ter sonhos ou aspirações por causa da sua situação. E há tempos, nada de novo acontecia. Certamente, ele já havia tentado muitas coisas. E, por isso, ele estava ali para mais uma tentativa.

E, de repente, aquele homem se encontra com os discípulos de Jesus. A fama de Jesus e de seus discípulos era grande por causa dos muitos milagres que eles já haviam realizado. Mas quando pede aos discípulos que façam alguma coisa, nada acontece. O pai do menino então recorre a Jesus, dizendo: “Mas, se o senhor pode, então nos ajude. Tenha pena de nós”. A resposta de Jesus foi simples: “Se eu posso? Tudo é possível ao que crê”. O pai do rapaz poderia simplesmente ter pensando que aquela seria mais uma tentativa frustrada de salvação, mas, não foi essa a postura. O pai não somente respondeu, como gritou: “Eu tenho fé! Ajude-me a ter mais fé ainda!”. Jesus interveio, e então, o menino foi liberto.

Tudo é possível ao que crê. Se cremos que a solução dos nossos problemas estão em Cristo, então é possível acreditar que nem tudo está perdido. Se cremos em Jesus, então é possível acreditar que há esperança, por mais desanimadoras que as coisas pareçam. Deus é o Deus do impossível! Foi Ele quem libertou o jovem da opressão maligna, quando há anos a família vinha sofrendo com o problema.

Se o mundo, as situações da vida, as pessoas que te cercam, tentam desanimá-lo, diga basta! Afinal, tudo é possível ao que crê!




Como ler a Bíblia?

Muita gente não sabe como ler a Bíblia; perguntam por onde começar a leitura e como fazer para entender o que está escrito. O que parece difícil é, na verdade, muito simples. Toda a Bíblia é riquíssima, mas começar pelo Novo Testamento vai fazer você entender melhor o Velho Testamento. Além disso, ao ler o Novo Testamento você vai conhecer Jesus e se “apaixonar” por Sua fascinante personalidade, pela Sua liderança e, acima de tudo, pelo Seu imenso amor, que o levou à cruz do Calvário para morrer e ressuscitar para nos salvar.

A Bíblia dever ser lida e compreendida em todo o seu contexto. Claro que o Senhor pode falar por intermédio de apenas um verso, mas não faça dos versículos um “horóscopo gospel”. Leia-os e deixe Deus falar com você. Ore e medite no que leu. Peça ao Espírito Santo para lhe dar entendimento. Você vai se maravilhar conhecendo cada vez mais a Deus e com o que vai aprender com Ele.
  

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A verdadeira santidade

A santidade é obra da graça (Cl 2.6,7) Para que sejamos uma geração que marca na hora da conquista, é imprescindível que vivamos a verdadeira santidade. Ninguém, na história da igreja, fez grandes conquistas sem viver a verdadeira santidade.

Don Richardson foi um grande missionário do século XX. Numa das suas preleções, ele contou a história da conversão de um povo que vivia na Nova Guiné (um país que fica próximo à Austrália). Esse povo era conhecido como “Dunis”, e viviam, em pleno século XX, como se estivessem na Idade da Pedra. Eles jamais tinham tido qualquer contato com alguma pessoa civilizada, e portanto, nunca tinham tido contato com o evangelho. Uma característica dos “Dunis” que chamou a atenção dos missionários era que 90 a 95 por cento das pessoas daquele povo tinham menos do que cinco dedos nas mãos; alguns tinham apenas dois dedos na mão esquerda e três na direita. Aquilo intrigou os missionários, mas eles não obtiveram uma resposta para aquele fato até que morreu uma pessoa da tribo.

O ritual fúnebre praticado pelos Dunis era bastante singular. Os mortos não eram enterrados; eles eram colocados em uma grande mesa feita de pedras e ali eram queimados. Toda a família, desde o mais novo até o mais idoso, saía de diante da mesa de cremação e seguia em direção a uma mesa de madeira. Atrás dessa outra mesa ficava um membro da tribo com uma pedra bastante afiada nas mãos, e ali os membros da família do falecido estendiam uma das mãos, colocavam-na sobre a mesa e tinham uma das falanges do dedo cortada fora. Isso assustou os missionários, mas também os fez entender o porquê das pessoas terem menos de cinco dedos nas mãos: eles descobriram que essa prática se relacionava com a busca de Deus. Aquelas pessoas ansiavam por Deus, e imaginavam que Deus só se encontraria com elas depois de terem sofrido bastante. Por isso, sempre que possível, elas aumentavam seu próprio sofrimento.

Quantas pessoas não estão vivendo assim nos dias de hoje, buscando o sofrimento como um meio de se encontrarem com Deus, se esforçando em si mesmas para alcançarem a salvação e a santidade?

A santidade é obra da graça (Cl 2.6,7)

Paulo diz: Ora, como recebestes Cristo Jesus (…). Isso se deu quando aquelas pessoas ouviram e entenderam a graça de Deus (Cl 1.6), não mediante o esforço delas mesmas ou porque eram virtuosas, cheias de qualidades ou boas em si mesmas. Elas reconheceram que seus esforços, suas virtudes, suas boas obras e seus sofrimentos não acrescentavam nada para sua salvação; por isso, desistiram de tentar fazer alguma coisa e se entregaram completamente a Deus, mesmo vazias, derrotadas e frustradas consigo mesmas, porém confiantes de que se elas não puderam fazer nada para conquistar a salvação, Deus era poderoso para salvá-las. A salvação, portanto, caracteriza-se por um ato de entrega e de confiança no amor e na provisão de Deus. Só recebe a Cristo aquele que se esvazia de si mesmo, entregando-se completamente a Deus.

O texto continua, dizendo: Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele (…). Paulo fala aqui sobre dois processos que acontecem na vida do cristão: salvação e santificação. A salvação vem pela graça. E a santificação vem da mesma forma, segundo o texto. Portanto, é a graça de Deus que nos salva e nos santifica.

A verdadeira santidade

Como se expressa a verdadeira santidade? O apóstolo Paulo responde a essa pergunta de maneira muito didática. Primeiro, ele mostra como não se expressa a verdadeira santidade, e depois faz o oposto:
Cl 1.8: “Cuidado, que ninguém vos venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. Para entendermos melhor o que Paulo está querendo dizer, é importante entendermos o significado da palavra “filosofia”. Aqui, filosofia não diz respeito aos pensamentos que excluem Deus, nem a um curso universitário. Josefo, um historiador do tempo dos apóstolos, disse: “Existem três formas de filosofia entre os judeus: os seguidores da primeira escola são chamados fariseus, os da segunda, saduceus, e os da terceira, essênios”. Assim, “filosofia”, no texto, significa qualquer tipo de conhecimento acumulado sobre Deus ou sobre qualquer outro assunto. Segundo Paulo, a verdadeira santidade não é comprovada pelo conhecimento que uma pessoa consegue acumular. Os fariseus, por exemplo, tinham um vasto conhecimento sobre Deus, mas Jesus os chamou certa vez de filhos do diabo (Jo 8.44). É impossível que algum filho do diabo apresente santidade. O próprio diabo também conhece a Escritura, mas para ele está reservado o fogo do inferno.

Paulo faz ainda um segundo alerta:
Cl 2.16: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida ou bebida, ou dia de festa, ou lua nova ou sábados”. O alerta de Paulo é contra o engano promovido pela vida de devoção. Muitas pessoas imaginam-se vivendo a verdadeira santidade pelo fato de expressarem, com muita intensidade, o comportamento religioso. Nos tempos de Paulo, as pessoas imaginavam que a verdadeira santidade era evidenciada se a pessoa fizesse distinção entre alimentos e alimentos, ou se ela prezasse o comparecer a eventos religiosos. Os fariseus agiam dessa maneira, mas Jesus lhes disse: “Ai de vos, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois não entrais nem deixais entrar os que estão entrando! Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt 23.13,15). Mas ninguém é mais santo porque deixa de comer isso ou de beber aquilo, ou porque participa desse ou daquele evento.

Por fim, Paulo faz um último alerta:
Cl 2.18: “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões”. Aqui, Paulo afirma que as experiências sobrenaturais ou místicas não são um sinal que comprova a verdadeira santidade. As pessoas ali estavam vendo e adorando anjos. Por imaginarem que Deus era inacessível, elas começaram a buscar ajuda e revelação de anjos, as tiveram. Miguel, o líder das hostes angelicais, era largamente adorado na Ásia Menor e a ele eram atribuídas muitas curas miraculosas. Com base nessas visões, muitos imaginavam-se espirituais, andando na verdadeira santidade. A essas pessoas Paulo diz não. Jesus mesmo chegou a afirmar: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23).

Concluindo, Paulo diz: “Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria…todavia, não têm valor algum contra a sensualidade” (Cl 2.23). Apesar de parecerem sinais da verdadeira santidade, essas referidas práticas e expressões não conseguem refrear os impulsos da carne; antes, muito facilmente os promovem.

Os sinais que comprovam a verdadeira santidade Cl 3.1-3: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus”. Aqui, Paulo faz uma afirmação condicional. Ele diz que se as pessoas morreram em Cristo e com ele ressuscitaram, então necessariamente uma mudança se operou na vida delas. E essa mudança as leva a viver um novo estilo de vida, a que podemos chamar de santidade.

Cl 3.2: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra”. O primeiro sinal da verdadeira santidade é o anseio pelas coisas celestiais. Aquele que nasceu de novo, que vive em santidade, anseia por Deus mais do que por todas as outras coisas. Contudo, o anseio por Deus é um aspecto subjetivo, que não pode ser medido muito facilmente. Por outro lado, o anseio por Deus leva a pessoa a tomar naturalmente duas atitudes práticas, que facilmente podem ser medidas.

Cl 3.5: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria”. A verdadeira santidade, além do anseio por Deus, se expressa por meio da morte do velho homem. Aqui, Paulo enumera cinco vícios da carne, que são destruídos pelo que é santo. O primeiro vício colocado nessa lista é a prostituição, que se refere à toda relação sexual ilegal e ilícita, e portanto envolve o adultério, a fornicação (o sexo antes do casamento), a bestialidade e outras formas de relação sexual que são anti-naturais e anti-bíblicas. Aquele que vive em santidade vai matando progressivamente esse vício em sua vida.
A seguir, o apóstolo Paulo fala da impureza. Aquele que vive em verdadeira santidade se esforça para deixar de lado os maus intentos do coração, os maus pensamentos e as inclinações da carne: a pornografia, os atos libidinosos e a masturbação.
Paulo continua a lista daquilo que o santo faz morrer. Ele faz morrer a paixão lasciva, o desejo maligno e a avareza. Paixão lasciva e desejo maligno têm praticamente o mesmo sentido, e significam todo tipo de desejo que não é voltado para Deus. Assim, aquele que tem os olhos voltados para as coisas materiais está alimentando desejos malignos no coração. Essa busca por admiração pode se dar até mesmo em relação a coisas espirituais. Há pessoas que oram não porque amam a Deus, mas sim porque desejam receber a admiração de outras pessoas, que as chamam de espirituais. O mesmo pode acontecer no tocante à leitura da Bíblia e ao jejum.
O último vício enumerado por Paulo é a avareza. Nesse texto, avareza não se restringe ao amor ao dinheiro; antes, abrange todo tipo de busca do bem pessoal por egoísmo. Portanto, tudo o que a pessoa faz pensando em si mesma e não em Deus é uma forma de egoísmo. Em outras palavras, ela se coloca no lugar de Deus e, portanto, promove a idolatria. Paulo diz que aquele que vive a verdadeira santidade dia após dia mata todos esses vícios. Ele não permanece na passividade, mas sempre busca a força que Jesus lhe pode dar.

Por fim, Paulo apresenta outro sinal que comprova a verdadeira santidade.
Cl 3.12: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”. A verdadeira santidade se expressa por meio do revestimento de Cristo. Aquele que é santo se torna, a cada dia, mais parecido com Jesus. Paulo enumera algumas das expressões da vida de Jesus. Ele diz que a verdadeira santidade se revela na misericórdia, na bondade, na humildade, na mansidão e na longanimidade.
A misericórdia aponta para a compaixão de um ser humano para com outro. Aquele que é misericordioso nunca é acusador e nem crítico; antes, ele se oferece para ajudar e auxiliar aquele que está em situação de miséria. Por isso, ele é também bondoso.
Sem dúvida, a bondade é um reflexo da humildade que existe no coração daquele que é santo. Ele sabe que o seu coração é enganoso, e que ele não é melhor do que qualquer outra pessoa. Antes, ele reconhece que é Deus quem o sustenta; por isso, ele também é uma pessoa mansa.
A mansidão é uma característica na vida daqueles que reconhecem que suas vidas estão inteiramente nas mãos de Deus. Eles sabem que se algo não aconteceu do modo como eles esperavam, eles não devem se desanimar ou murmurar; antes, devem confiar em Deus, que faz todas as coisas de modo perfeito. Naturalmente, a mansidão conduz à longanimidade.
Aquele que é verdadeiramente santo é paciente. Ele sabe que Deus vai fazer as coisas no tempo certo; por isso, ele descansa em Deus.

Todas essas expressões existiam na vida de Jesus. Aquele que anda na verdadeira santidade as possui na sua vida, e a cada dia ele se torna mais parecido com Jesus.




Por que Jesus morreu?

Por que Jesus morreu?
1 Coríntios 11.17-34 Várias respostas são dadas a esse questionamento:
- Jesus morreu para dar exemplo aos judeus de como deveriam se comportar frente ao Império Romano – ou seja, a morte de Jesus foi a consumação de um mero exemplo de vida abnegada, altruísta e eticamente correta aos olhos da sociedade;
- Jesus morreu para derrotar o diabo. Com Sua morte, Ele desceu ao inferno, enfrentou o diabo, o derrotou e tomou de suas mãos as vidas das pessoas;
- Jesus morreu apenas para pagar os pecados dos homens. Como o homem pecou e o salário do pecado é a morte, o homem deveria morrer eternamente. Entretanto, Jesus subiu à cruz e tomou sobre si o salário que deveria recair sobre o homem, a saber, a morte.

Entretanto, olhando para o texto que fala sobre a ceia, percebemos que Jesus morreu por um motivo ainda mais sublime, muito além de apenas destruir o poder do diabo sobre as pessoas ou sofrer em si mesmo a condenação do pecado do homem. Sobretudo, Jesus morreu para formar um povo que verdadeiramente viva em unidade. Jesus morreu porque os homens estavam divididos, presos aos seus próprios egoísmos e buscando os seus interesses individuais. Então, para formar um povo diferente e que viva em real unidade, Jesus entregou Sua vida.

Esse é o argumento exposto por Paulo em I Coríntios 11.17-34. Nesse texto, ao falar da Ceia do Senhor, Paulo a coloca dentro do contexto da unidade. A Ceia foi instituída para que, dentre outras coisas, as pessoas se lembrassem de que Jesus morreu por elas para que juntas fossem um só povo; para que, de todos os povos e gentes, nações e etnias, línguas e costumes, um único povo que ande em unidade fosse formado.

Mas qual é o contexto da passagem acima citada? O que estava acontecendo para que Paulo escrevesse esse texto?

Segundo Paulo (v.17), as reuniões e cultos dos coríntios não estavam sendo nada proveitosas. Eles não se ajuntavam para aquilo que era útil, mas sim para o que era inútil. Elas não edificavam, mas sim, destruíam. Ao invés de trazerem bênção, as reuniões estavam trazendo maldição sobre as pessoas que participavam. Logo em seguida (v.18), Paulo apresenta o motivo pelo qual aquelas reuniões não edificavam. O problema girava primeiramente em torno das divisões que existiam dentro da igreja (I Co 1.10-12). Segundo Paulo, aquela existência de partidos e de opiniões diversas, em última análise, era boa porque no meio daquelas contendas e rixas ficava evidenciado quem de fato pertencia a Deus, e quem não pertencia; quem era aprovado e quem não era.

Aprovado (Dokimos) = Aquele que passa pelo teste de fogo e é aprovado.

Depois de apresentar o motivo primeiro pelo qual aquelas reuniões não eram abençoadas, e também depois de uma breve reflexão sobre os aprovados, Paulo se volta para o motivo específico pelo qual aqueles ajuntamentos não eram para melhor, e então ele fala da ceia do Senhor (v.20). Ele diz que as pessoas que estavam ali se reunindo imaginavam que iriam participar da ceia do Senhor. De fato, os elementos da ceia até mesmo se achavam presentes, o pão e o vinho. Contudo, apesar de toda aquela preparação, de maneira alguma, afirmava Paulo, as pessoas se reuniam para a ceia do Senhor – aquela ceia não pertencia a Jesus (v.21).

Naquele tempo, como revela o texto de Judas 12 e também testemunham os pais da igreja, a ceia do Senhor acontecia em meio a uma festa em que cada um dos participantes levava comida. Nessas refeições comuns, os ricos a traziam e a compartilhavam com os pobres, assentando-se com eles em uma mesa comum. Contudo, tudo indica que essa festa começou a sofrer corrupção. Os ricos já não mais esperavam pelos mais pobres, que por serem em sua maioria escravos, não tinham como chegar antecipadamente, e comiam toda a refeição que traziam. Como se isso não bastasse, os ricos bebiam em demasiado até a embriaguez, enquanto os pobres passavam fome. Isso era uma evidente demonstração de egoísmo e soberba – as pessoas disputavam para verificar quem era melhor, mais rico ou mais “abençoado”.

Hoje vemos em muitas igrejas atitudes semelhantes: desfiles de moda – as roupas mais caras, as jóias mais sofisticadas; “concurso” de carros; e ainda qualquer tipo de ostentação que venha a gerar comparação e divisão. Isso gera ressentimentos, mágoas, discórdias e disputas. Paulo, então (v.22), os repreende e afirma que não os louvava nisso. Eles estavam acertando em algumas coisas (I Co 11.2), mas erravam ao proceder para a ceia. Depois (vv 23-26), Paulo explica por que Cristo morreu (a conjugação dos verbos e os pronomes estão no plural).

É impossível tomar a ceia sozinho; a ceia é um momento para a igreja. Podemos fazer muitas coisas sozinhos: orar, ler a Bíblia e jejuar. Mas a ceia anuncia a finalidade da morte de Jesus (Ef 2.11-16). Finalmente, Paulo compartilha conosco vários alertas:
(vv 27-32) Indignamente réu – tornar-se culpado de derramar o sangue de Cristo. Isso significa colocar-se não do lado dos que estão participando dos benefícios da paixão, e, sim, ao lado dos que foram culpados por sua crucificação;
(v.29) O Julgamento;
(v. 30) O castigo.




Por que eu existo

Por que eu existo?
Eclesiastes 1.16-18 Com certeza muitos de nós já paramos para pensar na finalidade da vida. Entretanto, ainda que você nunca tenhamos analisado esse assunto como filósofos, vivemos de acordo com certas formas de pensamento e nossas atitudes revelam qual é a filosofia que seguimos. Sendo assim, nossas atitudes mostram qual é o nosso pensamento sobre a finalidade da vida.

Por exemplo, se alguém concentra todos os seus esforços nos estudos e tem a meta de alcançar graus cada vez maiores dentro da academia, então a sua filosofia diz que o estudo é a finalidade da sua vida. O mesmo podemos dizer sobre pessoas que se dedicam dessa forma ao trabalho, ao prazer ou às riquezas. Ainda que essas pessoas digam que a finalidade de suas vidas é “conhecer a Deus e se alegrar dEle”, são as suas atitudes que vão revelar se essa finalidade é verdadeira.

Essas são as perguntas que o livro de Eclesiastes busca responder. E ele as responde não teoricamente, mas a partir de experiências. Em cada etapa da vida, ele busca viver de uma maneira e tenta se concentrar em um aspecto da vida, verificando se aquele deve ser o seu objetivo último ou se aquela maneira de viver irá lhe trazer algum proveito ou vantagem.

Eclesiastes 1.16-18 – ele estabelece como finalidade da vida a busca pelo conhecimento, e busca saber o que é a sabedoria, o que é a loucura e o que é a estultícia.

- Sabedoria (acadêmica): saber muitas coisas sobre tudo o que existe: guerra, paz, política, economia, agricultura, veículos, armas, medicina;
- Loucura: o agir daquele que está internado em clínicas psiquiátricas, comportamentos anormais;
- Estultícia: imprudência, inconseqüência em ações, egoísmo, escassez moral e espiritual.

Ao final, ele reconhece que a busca pelo conhecimento não traz proveito. Antes, se alguém tem como finalidade da vida o conhecimento, esse corre atrás do vento, vivendo uma vida fútil e totalmente nula.

Eclasiastes 2.1-10 – ele estabelece como finalidade da vida a busca pelo prazer, e decidiu não se negar de coisa alguma que os seus olhos desejassem. Ele se entregou ao vinho (v.3) como fonte de prazer, além de bebidas, drogas e tudo o mais que pode afetar o sistema nervoso. Ele se entregou ainda ao trabalho (vv.4-6), à busca por riquezas (vv.7-8a) e à satisfação dos sentidos (vv.8b) como fontes de prazer. No entanto, no versículo 11 ele conclui que a busca pelo prazer é perda de tempo, é coisa fútil e absurda.

Se alguém dedicar a sua vida para encontrar essas coisas vai encontrar uma vida vazia, e que no final vai levar somente ao desespero. Nada disso consegue trazer sustentação ou esperança à vida.

No decorrer do livro de Eclesiastes o autor reflete sobre o aprendizado com as experiências, compartilhando conosco conclusões imediatas ao tempo de reflexão. Ao final, ele diz:

Eclesiastes 12.1 – “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles”.

Lembrar significa não apenas uma ação mental, mas também implica em agir em concordância com o pensamento. A finalidade da vida é, portanto, pensar em Deus, estabelece-lo como o alvo da vida e agir para alcançar esse alvo. Enquanto todas as demais buscas resultam em nada, essa busca prepara a pessoa para encontrar-se definitivamente com Deus (Ec 12.7,14).

vamos construir

Vamos Construir

Sandy e Junior

Composição: Feio / Dena
Sei que ainda sou criança
Tenho muito que aprender
Mas quero ser criança quando eu crescer
Nosso mundo é um brinquedo
Com pecinhas para unir
Ele será todo seu, se você pensar assim
Refrão
Vamos construir uma ponte em nós
Vamos construir, pra ligar seu coração ao meu
Com o amor que existe em nós!
E você que é gente grande
Também pode aprender
Que amar é importante pro meu mundo e para o seu
Mas eu tenho a esperança
De você ser meu amigo
De voltar a ser criança, pra poder brincar comigo
Refrão
Tudo o que se sonha
Com amor se pode conseguir
Por que tudo é assim, é assim
E a gente vive muito mais feliz!
Refrão

 
 
essa música tem uma letra muito verdadeira,se nos uníssimos no amor de DEUS o mundo seria bem melhor.



segunda-feira, 19 de julho de 2010

casados para sempre.

Fonte:



CONTEÚDO DO CURSO CASADOS PARA SEMPRE
1. Aliança: Explicação do termo aliança. Aliança como base para o casamento. Termos e promessas da aliança.
2. Uma só carne: O plano original de Deus para o casamento. O que aconteceu ao casamento na queda. O que o Senhor Jesus Cristo redimiu para o casamento.
3. Papéis: Os papéis bíblicos para o marido e a esposa, com base no modelo do Senhor Jesus e a Igreja. Aplicação prática dos papéis nas áreas física, emocional e espiritual.
4. Semeando e colhendo: Percepção do nosso processo constante de semear e colher em nosso casamento. Como selecionar sementes. O que fazer com colheitas ruins.
5. Perdão: O porquê da necessidade de perdoar o nosso cônjuge. Como perdoar. Como continuar perdoando, mesmo que a ofensa se repita.
6. Visão de fé e confiança: Como obter de Deus uma visão de fé para o nosso cônjuge e o nossso casamento. Fixando nossos olhos na Palavra e não nas circunstâncias. Confiando na firmeza de Jesus.
7. Orando juntos: Intimidade e unidade na oração diária do esposo e da esposa juntos. Por que orar no Espírito.
8. Acordo: O que é acordo bíblico. Problemas com o acordo mundano. Como o marido e esposa podem andar juntos em acordo.
9. Fluindo Juntos no Espírito: Apresentar aos casais os Frutos e Dons do Espírito e desafiá-los a fluírem juntos como marido e esposa.
10. Intimidade: O planejamento original de Deus para a união sexual do marido com a esposa. Propósito do sexo. Benefícios da união sexual. Intimidade física dirigida pelo Espírito Santo.
11. Batalha espiritual: Nosso cônjuge não é nosso inimigo! Contra quem estamos lutando? Quais são nossas armas? Como lutamos.
12. Estilo de vida: Padrões santos da Palavra para o casamento. Reconhecimento de áreas de trevas em nosso relacionamento conjugal. Alinhando nossas vidas com o plano de Deus mostrado na Palavra.
13. Ministério de uma só carne: Deus não nos abençoou apenas por abençoar. Dando de nossa abundância. Como fluir uma equipe de uma só carne.
14. Compartilhamento e preparação para Noite de Formatura: É o momento em que você poderá testemunhar o que Deus fez em sua vida, e preparar para a formatura.

domingo, 4 de julho de 2010

Aparição de um anjo em Israel.



O que você  acha ? De a sua opinião.

Estudos Bíblicos Anjos.

1. OS TERMOS BÍBLICOS
O Antigo Testamento hebraico traz a palavra mal’aqh e o Novo Testamento grego assumiu a palavra aggelos, que se pronuncia angelos (quando há dois gamas, nossa letra “g”, o primeiro soa como “n”) como as palavras mais comuns. Os termos não têm a ver com sua forma, mas com sua função, que significa “mensageiro”. Anjos são mensageiros de Deus. O termo é usado tanto para mensageiros humanos (1Rs 19.2, Lc 7.24 e 9.52), como para mensageiros divinos (Gn 21.17, Mt
1.20, Lc 22.43).
Na maior parte das vezes, a palavra refere-se aos mensageiros de Deus, que povoam o mundo celeste e assistem em sua presença. Mas aggelos se usa tanto para anjos de Deus quanto para os anjos caídos. Já não acontece isto com mal’aqh porque no judaísmo a noção de Satanás e de anjos caídos é tênue.
Há outros termos hebraicos usados para designar anjos”. Um deles é beney Elohym (“filhos de Deus”). Encontramos em Jó 1.6 e 2.1, Salmos 29.1 e 89.6 (que algumas versões trazem como “seres celestiais”).
Outro termo é “santos” (qadoshym), com a idéia de “distintos, separados”. Vemos assim no Salmo 89.5 e 7. Um outro, ainda, é “vigias” ou “vigilantes” (ayr), que aparece apenas em Daniel 4.13, 17 e 23. A idéia é que estão vigiando pelo povo de Deus.
No Novo Testamento, além de aggelos, eles são chamados de “espíritos”, como lemos em Hebreus 1.4. O termo é pneuma, que significa “ar” ou “vento”. Ressalta a idéia da sua imaterialidade, ou seja, são incorpóreos. Citando Augustus Nicodemus:
Existe outro termo no Novo Testamento para se referir aos anjos, o qual só Paulo emprega: "principados e potestades". Em duas ocasiões é usado em referência aos demônios (Ef 6.12; Cl 2.15) e em três outras aos anjos de Deus (Ef 3.10; Cl 1.16; 1Pe 3.22). Em todos os casos, refere-se ao poder e à hierarquia que existe entre esses espíritos 2.
2. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DOS ANJOS
Apresento cinco, a seguir. Não são todas as carcterísticas, mas dentro de nosso propósito neste estudo nos servirão.
2.1 – Os anjos são entes espirituais. Prefiro chamá-los de “entes” a “seres”. Teológica e filosoficamente, só há um Ser, Deus, o Incriado, o Eterno, o Autoexistente. Os demais são criados, sendo por isso melhor chamados de “entes”. Como entes espirituais, são incorpóreos (Hb 1.14). Embora não tenham corpo físico, eventualmente podem assumir forma corpórea, como percebemos em todo o capítulo 19 de Gênesis.
2.2 - Os anjos são imortais. Não são eternos, pois eterno é o que não tem princípio nem fim. Eles tiveram início, mas não morrem. Esta imortalidade deles se vê nas palavras de Jesus em Lucas 20.36.
2.3 - Os anjos não se reproduzem de acordo com sua espécie. A Bíblia não os mostra como entes assexuados. As referências a eles se dão com o pronome masculino. Aparecem e são vistos como se fossem homens, do sexo masculino. Um anjo do Antigo Testamento, Gabriel, é mostrado com aparência de homem (Dn 8.15-16). É o mesmo Gabriel de Lucas 1.26. Em Apocalipse 12.7 encontramos outro anjo, com nome masculino, Miguel
(Ap 12.7). Não temos referências a “anjas”, ou anjos do sexo feminino. Parece que sua
reprodução não fazia parte do projeto de Deus ao criá-los.
2.4 – Os anjos têm um poder superior ao humano, mas não são onipotentes. Vejam-se os Salmos 8.5 (onde elohym, termo usado para Deus e para entes espirituais foi entendido por alguns tradutores como “Deus”) e 103.20. São mais fortes que nós (2Pe 2.11), fortes com Jesus Glorioso (2Ts 1.7) e esta força pode ser usada por Deus para tocar em pessoas (2Sm 24.16-17 e At 12.23). Esta força pode operar pelos crentes (At 5.19 e 12.7). Na ressurreição de Jesus esta força foi usada: Mateus 28.2.
2.5 – Os anjos são servidores dos crentes. Vimos como libertaram Pedro. Um deles
apareceu a Paulo, numa hora de crise e lhe esclareceu sobre o plano de Deus: Atos
27.23-25. Esta idéia é declarada em Hebreus 1.14.

3. QUAL A ORIGEM DOS ANJOS?
Os anjos não são autoexistentes, ou seja, não são eternos nem são incriados. Deus os criou quando da criação do mundo. Deduzimos isso de Neemias 9.6. Jesus, o Filho, fez parte deste ato criador, como lemos em João 1.1-3 e Colossenses 1.15-16. É bom lembrarmos disto porque há hoje gente querendo adorar anjos. Aliás, o culto a anjos já aparecia nos dias do Novo Testamento, como Paulo adverte aos colossenses para não incorrerem neste erro: Colossenses 2.16-18. Jesus é maior que eles, porque os criou. Antes de adorar a criação, adore ao Criador. Aliás, o texto de Hebreus 1.5-14 mostra a relação entre Jesus e os anjos. Vivemos numa época de religiosidade ocultista e antibíblica. Jesus é Senhor dos crentes, e os anjos são servidores dos crentes (Hb 1.14).
Surge a questão do “quando”. A Bíblia não declara com exatidão o quando. Pode ser que antes da criação material ou logo após ela. Isto não é relevante, mas sim o fato de que são criação divina e que devem ter sido criados todos juntos, pois eles não podem se procriar, como deduzimos das palavras de Jesus em Mateus 22.30.

4. POR QUE OS ANJOS FORAM CRIADOS?
Não foram criados porque Deus não tinha o que fazer. Ocupam um lugar especial no seu propósito. Vejamos algumas das ações dos anjos, que mostram para que foram eles criados:
4.1 - Os anjos foram criados para darem glória , honra e ações de graça a Deus. Vejamos o Salmo 148.1-2.
4.2 - Os anjos foram criados para adorarem a Cristo: Hebreus 1.6. Eles cuidaram de Jesus: Mateus 4.11 e Lucas 22.43-44.
4.3 – Os anjos cumprem os propósitos divinos. Eles protegem o povo de Deus (Dn 12.1), lutam contra Satanás (Jd 9 e Ap 12.7). Anunciaram desígnios de Deus: Lucas 1.11-17, 1.26-38.
4.4 – Eles levam os salvos à presença de Deus: Lucas 16.22.
4.5 – Eles virão com Jesus, para efetuar juízo: 2Tessalonicenses 4.16 e Judas 14-15.

5. ORDENS DE ANJOS
A Bíblia deixa transparecer que há categorias de anjos, ou seja, ordens de anjos. Ela fala de querubins, serafins e arcanjos. Os dois primeiros indicam tipos diferentes, e “arcanjos” indica classificação.
5.1 – Querubins – O hebraico é qerüb. “Querubim” é plural (o plural hebraico não se faz com “s”, mas com “im”). São sempre representados como simbólicos, celestiais e alados. Impediam o retorno ao Éden (Gn 3.24). Dois deles estavam representados no propiciatório, que era a tampa da arca do Senhor (Ex 25.17-20, Hb 9.5). Eles protegiam objetos e lugares sagrados. Eram figuras para impressionar. Eis o que lemos no Novo Dicionário da Bíblia:
Figuras de querubins formavam parte das suntuosas decorações do Templo de Salomão (1Rs 6.26 e segs.). Duas dessas, esculpidas em madeira de oliveira e
recobertas de ouro, dominavam o Santo dos Santos ou santuário mais interno. Tinham cerca de 5 metros de altura, com a envergadura das asas de dimensões
semelhantes, e, quando postas juntas cobriam a parede inteira (...) São geralmente representados como criaturas dotadas de asas, mas também com pés e mãos. Na visão de Ezequiel sobre a Jerusalém restaurada, as semelhanças esculpidas de querubins tinham dois rostos, um de homem e o outro de leão novo (Ez 41.18 e segs.) (...) Mas invariavelmente aparecem associados com Deus, e lhes eram atribuída uma elevada e etérea posição.3
A importância deles se vê no fato de que eram eles que guardavam o trono de Deus (Ez 10:1-4).

5.2 – Serafins- O hebraico é seraf, derivado de “saraph”, “queimar, consumir com fogo”. As serpentes ardentes de Números 21.4-9 eram as saraphs, de mordedura ardente. Os serafins seriam os anjos em fogo, ardendo. São mencionados em Isaías 6. Pareciam com homens, pela descrição de Isaías. Tanto que onde se lê que “cobriam os pés”, a Bíblia de Jerusalém, em nota de rodapé, diz eufemismo para designar o sexo”. Literalmente eles seriam os anjos em fogo, ardendo. Isto porque estão próximo do templo de Iahweh. A proximidade de Deus é tão santa que os anjos estão em fogo. Isto causou o terror de Isaías (Is 6.5). Eles são anjos de adoração, e repetem incessantemente que Deus é Santo. Não três vezes santo, mas infinitamente santo. A idéia do texto hebraico não é que eles dizem três vezes “santo”, mas que as parelhas de anjos se revezam constantemente dizendo “santo”. Um deles purificou Isaías (Is 6.6-7).

5.3 – Arcanjos – Seriam anjos mais antigos ou anjos maiorais, conforme a tradução. Um deles tocará a trombeta no dia final (1Ts 4.16). Outro lutou com o Diabo pelo corpo de Moisés (Jd 9). Segundo o apócrifo Assunção de Moisés, que é o livro citado por Judas, Satanás queria usar o corpo de Moisés para torná-lo objeto de idolatria por parte dos hebreus. Os arcanjos parecem estar ligados a momentos muito especiais, singulares mesmo, da revelação. É no livro de Tobias 12.15, da Bíblia católica, que são mencionados sete arcanjos, que seriam Rafael, Gabriel, Uriel, Miguel, Izidquiel, Hanael e Quefarel. Seriam os únicos que teriam o privilégio de adentrar à presença de Deus. Gabriel disse a Zacarias que ele assistia diante de Deus (Lc 1.19). É oportuno lembrar que Tobias têm vários equívocos históricos e erros geográficos, que só entrou no cânon católico em 1548. Diz-nos Elwell: “Em 1548, o Concílio de Trento reconheceu que os apócrifos, com exceção de 3 e 4 Esdras e da Oração de Manasses, tinham ‘status’ canônico não qualificado”4. Sem dúvida, Tobias, pelos erros históricos e geográficos, é um livro de ficção, com data de composição estimada no ano 200 antes de Cristo. Já reflete muitos conceitos persas e gregos (foi escrito em grego, não em hebraico) e não é base segura para estabelecer doutrinas nem posições teológicas. Mas registremos o andamento do conceito de anjos, no judaísmo, como ele mostra.

6. ANJOS BONS E ANJOS MAUS
Os anjos são entes criados por Deus. A Bíblia nada diz sobre a época de sua criação, mas é provável que tenha sido antes da criação do mundo e do homem, pois um deles já impediu o homem de voltar ao Éden. A Bíblia é lacônica e enigmática sobre a queda deles, mas menciona anjos caídos (2 Pe 2.4 e Jd 6) e que padecerão no inferno com Satanás (Mt 25.41). O texto de Ezequiel 28.11-19 pode ser entendido como se o rei de Tiro fosse a encarnação de Satanás e dá uma descrição de como teria sucedido. Eles são os espíritos imundos do Novo Testamento (Mt 10.1). Por isso devemos ter cuidado ao adorar anjos. Quem sabe se o anjo adorado não é um caído?
Estão alguns no inferno, segundo 2Pedro 2.4. Aqui, inferno é “Tártaro”, que indica o lugar, na mitologia grega, onde Zeus aprisionara os titãs. Pedro pode ter usado este termo porque seus leitores, familiarizados com a cultura grega, sabiam que era um lugar de espera de entes espirituais condenados. Alguns estão em liberdade e trabalham para prejudicar a obra de Deus (Ap 12.7-9 e Jd 9). Parece que os que estão na terra precisam de um corpo. Caso contrário, voltam para o Abismo, como se pode depreender de Lucas 8.27-31. O abismo ali mencionado não é o abismo onde os porcos caíram, mas o Abisson, na imaginação da época, uma fenda que conduzia ao hades, o mundo dos mortos. A idéia é de um lugar sem fundo, a habitação dos demônios. Em Apocalipse 20.1-2, Satanás é jogado no abismo (Abisson), onde ficará por um período de tempo, e de onde sairá. Só mais tarde é que ele será lançado no lago de fogo e enxofre (Ap 20.10). Este é o destino final dos anjos caídos.
Mas há anjos bons. Vejamos alguma coisa sobre eles. São os que não caíram e continuam trabalhando dentro do propósito de Deus.
6.1 – Eles guiam e guardam os crentes: Sl 91.11 e Hb 1.14. Lembremos, ainda que eles serviram a Jesus, logo após a tentação: Mateus 4.11. Marcos 1.13 diz que serviram durante todo o tempo.
6.2 – Eles tiveram participação no ministério de Jesus. Seu nascimento foi anunciado por Gabriel (Lc 1.26), um anjo falou a José sobre a gravidez de Maria (Mt 1.20) e o orientou a ir e regressar do Egito (Mt 2.13 e 19). Um anjo confortou Jesus no Getsêmani (Lc 22.43).
6.4 - Eles defendem os servos de Deus e os livram em momentos de aflições – Gn 19. 10-11, At.5.19-20 ).
6.5 - Eles escoltam os salvos à presença de Deus: Lc 16.22. Em Lucas 24.22-24 e Judas 9, eles têm ações ao redor de falecidos.
6.6 - Eles estarão ativos no juízo final: Mt 13.49, 25.31-32 e 2Ts 1.7-8.

7. O DESTINO FINAL DOS ANJOS
Qual será o destino final dos anjos? Como terminará a história deles?
Os anos fiéis, que não caíram, continuarão servindo a Deus por toda a eternidade, como podemos deduzir de Apocalipse 21.1, 2 e 12.
Os anjos maus serão lançados no fogo eterno que foi preparado para o Diabo e para eles (Mt 25.41). À luz de 1Coríntios 6.3, os crentes terão parte no julgamento dos anjos maus, quando do juízo final.
Quanto a Satanás, será lançado e detido no Abismo (Ap 20.3). Na visão amilenista, que é a do autor deste trabalho, esta detenção é sua limitação na época presente, pela ação do Espírito Santo na Igreja que age no mundo e o bloqueia. Ele terá livre campo para agir por um período de tempo. Tentará destruir o povo de Deus, mas será derrotado. E lançado no lago de fogo (Ap 20.10 e Mt
25.41).

CONCLUSÃO
Criação divina, obreiros de Deus, ajudadores dos fiéis, tudo isto faz parte da razão de ser dos anjos. Um lembrete final: eles não devem ser adorados nem sequer reverenciados. No tempo de Paulo, alguns diziam ter visões de anjos e se vangloriavam disso. O apóstolo exortou os crentes a não se deixarem influenciar por tais pessoas: Colossenses 3.16-18. A Cabeça de tudo é Cristo (Cl 2.19). Não suceda que venhamos a adorar a criatura no lugar do Criador. Jesus é o Criador. “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Ele criou o mundo, os anjos, a nós, e à Igreja. Esta ele criou com se sangue. Seja ele bendito para sempre, inclusive por ter criado os anjos. Mas muito mais por nos ter salvado e nos constituído como seu povo.




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